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Crítica: Dancing Queen, uma mulher que se tornou uma drag queen!

Dancing Queen é um filme sueco que estreou este mês na Netflix, então para celebrar o mês do orgulho LGBTQ+ aqui está uma crítica sobre esse filme!

Anna Hrushytska, 9 de junho de 2021 11:46

Dancing Queen é o filme sueco da Netflix que não vais querer perder este mês.

Atenção, antes de começar a crítica, o conteúdo a baixo pode ter alguns spoilers do filme, então tem cuidado ao ler!

O enredo do filme

Dylan perdeu a sua mãe há um ano e meio atrás ou de acordo com a mesma há 17 meses, mas para lidar com o luto ela decidiu assumir as responsabilidades da sua mãe. Então, ela ajuda a distribuir as compras nas diferentes casas ao redor da sua pequena cidade e ainda ensina as crianças do local a dançar. No entanto, a dócil avó convence a Dylan perseguir o seu sonho de dança nas audições de uma equipa internacional. Mas, infelizmente, já na cidade ela descobre que está um mês atrasada! Assim, ela consegue trabalho a limpar um clube de drag queens e logo o coreografo descobre o seu talento e a ajuda a se tornar uma drag queen. 

A performance dos atores

No filme vemos a Molly Nutley como a nossa protagonista, mas a verdadeira estrela do filme é Claes Malmberg como Tommy! Ele consegue roubar qualquer cena em que esteja, existe um brilho nos olhos e uma qualidade amorosa que ele transmite através do ecrã. Toda a sua performance foi genial, desde os seus gestos até a sua contante insistência em dançar "I Will Survive". Aliás, a sua performance como drag queen foi incrível, cativou e tornou a sua personagem memorável durante o filme inteiro.  

A minha opinião

O filme é muito interessante, sem vários tramas ou momentos extremamente dramáticos, tem o nível de drama certo para emocionar e ser um filme leve. A maioria dos filmes com tema LGBTQ+ ou dança têm várias cenas explicitas, mas isso não acontece em Dancing Queen e isso é um ponto muito positivo. Além disso, o filme mostra um pouco mais da vida de pessoas queer e como funcionam os clubes, o que se torna interessante para quem gosta do tema.

Outro ponto que pode ser tanto positivo como negativo, é o facto da protagonista ser uma mulher cis. Por um lado, vemos como as mulheres também podem fazer drag, mesmo sendo uma mulher cis ou mulher trans. Por outro, vemos mais uma vez uma mulher branca a ocupar o lugar protagonista num filme com temática queer. 

Então, é um filme divertido para ver durante o dia, com vários diálogos divertidos e alguns um pouco mais sérios para refletirmos sobre. E apesar de passar opinião mista sobre a personagem principal é um filme necessário para espalhar mais e ajudar a entender a maravilhosa cultura queer!


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Netflix Crítica

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