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Crítica: Esquadrão Trovão um filme de super-herós que mais parece uma comédia

Diogo Fernandes, 10 de abril de 2021 18:06

Um dos primeiros filmes de super-heróis focado nas mulheres já chegou à Netflix. Este que tinha tudo para ser um ótimo filme do género, perde por quase se transformar numa comédia do início ao fim, com falhas no enredo.

Segundo sinopse oficial de Esquadrão Trovão "Num mundo repleto de supervilões, as duas melhores amigas (Melissa McCarthy e Octavia Spencer) adquirem poderes para dar pontapés e proteger a sua cidade."

Não me interpretem mal, este foi um filme ansiava ver na Netflix e não quero ser a pessoa que generaliza e diz que todos os filmes originais da plataforma são maus, mas acho que Esquadrão Trovão poderia ter sido um filme bastante melhor do que a versão que nos foi apresentada.

Começamos o filme a conhecer a um pouco deste universo, onde nos anos 80, um raio cósmico vindo do espaço atingiu o planeta Terra, e deu a uma pequeníssima minoria da população superpoderes. Estas pessoas que tiveram direito a capacidades sobrenaturais, também conhecidas por Meliantes, são na maioria sociopatas e acabam por se tornarem todas más, ou pelo menos é isso que nos é apresentado inicialmente.

Num momento seguinte, e ainda para dar contexto, são nos apresentadas as origens das nossas protagonistas, Lydia Berman (Melissa McCarthy) e Emily Stanton (Octavia Spencer), e em como se tornaram melhores amigas. Lydia Berman é uma rapariga que perdeu os pais devido a esta catástrofe, e num sentimento de luto vai fazê-la lutar com todas as suas forças ao longo da sua vida para conseguir arranjar uma forma de parar os Meliantes. Já Emily Stanton, é uma rapariga engraçada e confiante que adora festas e aproveitar a vida. Estas conhecessem-se quando entram na mesma turma da escola, e Emily não suporta ver Lydia sofrer bullying por ser a rapariga mais inteligente da turma, defendendo-a!

Daqui em diante ficam melhores amigas até ao dia em que Emily, sem querer, faz Lydia atrasar-se para um exame muito importante da sua faculdade, o que as vai fazer discutir e afastar da vida uma da outra. Podemos dizer que os problemas começam aqui, que na minha opinião esta não foi razão suficiente para que deixassem de falar para "sempre", supondo que realmente eram melhores amigas.

Mas continuando, anos mais tarde, Emily encontra-se a trabalhar num porto, enquanto que Lydia trabalha num edifício gigante focado em tecnologia perto de conseguir de desenvolver uma forma de conseguir enfrentar os Meliantes, através da criação de super-heróis para os enfrentar.

Na mesma altura, uma reunião de antigos estudantes vai levar Emily ao encontro de Lydia, para que façam a pazes e possam ir juntas à reunião, no entanto, quando Emily se encontra com Lydia no seu local de trabalho, acaba, na sua ignorância, por levar com uma injeção que a vai fazer ganhar superforça.

Esta injeção vai mudar a sua vida para sempre, visto que agora não pode escapar ao que está a acontecer e vai ter de se tornar num real super-herói. Por outro lado, Lydia, vai ficar implementar em si outro projeto que se encontrava a preparar, que a irá permitir tornar-se invisível. Com muito treino e avaliações estas vão ficar finalmente prontas para enfrentar os vilões.

Ao mesmo tempo que isto acontece, acompanhamos as eleições para presidência da cidade de Chicago, cidade dos acontecimentos, onde se vai revelar aos poucos que esta eleição é muito mais do que aparenta ser, numa campanha que pretende ser vencida através do medo da população, uma situação que pode ser muito comparada com a vida real, onde se usa o medo para "vender", seja uma pessoa, um produto ou uma ideia.

Com o desenrolar dos acontecimentos os nossos super-heróis vão dar tudo para derrotar os Meliantes e mostrar tudo o que realmente está a acontecer na cidade. Agora a questão é, será que vão conseguir?

A história em si não achei que fosse nada de outro mundo, mas também não posso dizer que foi má, já que no final conseguimos perceber o que aconteceu e a razão por detrás do que aconteceu. Um dos pontos positivos que gostei são de algumas explicações dadas que ajudam a entender um pouco melhor os Meliantes, algo que nem sempre acontece.

À exceção disto, os pontos negativos que tenho a apontar são vários, como o facto de os vilões ainda não terem conquistado a cidade há mais tempo, já que são muito mais poderosos que qualquer humano, ou o facto do nosso vilão principal ter conseguido chegar onde chegou sem que ninguém soubesse que ele tinha poderes. Outras falhas que achei na minha opinião, é o exagero de piadas, que chegam a parecer forçadas, e o aparecimento de um super-herói no final de que não tínhamos ainda se quer ouvido falar da possibilidade de existir.

Tendo Esquadrão Trovão a duração uma hora e cinquenta minutos, acho que poderiam ter sido adicionados mais 15/20 minutos de modo a dar muito mais explicações e contexto, já que estamos perante um mundo completamente novo e existe sempre muito por dizer.

Os efeitos especiais de facto achei que estavam no ponto, no entanto fiquei um pouco desiludido por não ter existido uma batalha final mais épica e se tenha resumido a pouco mais de cinco minutos.

Mesmo após tudo o que disse acho que este é um filme agradável de se ver, com ação, comédia, drama, ficção científica e uma ótima opção para veres com a tua família.  Não percas Esquadrão Trovão já disponível na Netflix.


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Netflix Crítica

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