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Crítica: Moxie acerta em mostrar o Girl Power mas não é perfeito

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Diogo Fernandes, 8 de março de 2021 11:26

Quando inicialmente vi o trailer de Moxie, fiquei cativado por ver que Amy Phoeler ia dirigir o filme e que também ia fazer de mãe da protagonista, Vivian. Para além disto, também quiz ver como iria ser abordado o tema do Feminismo, principalmente pela sua sensibilidade. E tenho a dizer que de forma geral foi feito um bom trabalho

Nesta produção para a Netflix, conhecemos Vivian, uma tímida de 16 anos farta do status quo sexista e tóxico no liceu, encontra inspiração no passado rebelde da mãe e publica anonimamente um folheto que cria uma revolução de raiva por toda a escola.

Lançado perto do dia da mulher (8 de março), este filme é uma história agradável sobre o feminismo, juntando uma típica história romântica entre adolescentes.

[ATENÇÃO AO SPOILER]

Um dos meus maiores receios para ver o filme seria o facto de ver levado ao extremo alguns pontos do tema, no entanto foi de longe o que senti, na medida que até fiquei a perceber melhor o que é este tema do "feminismo" e o que realmente ele defende. Um dos pontos que mais achei curioso no desenvolver dos acontecimentos, além de o achar irrealista, foi o papel de Seth, interpretado por Nico Hiraga, que nos mostra que também os homens podem agir e combater a igualdade, algo que admito nunca ter visto em cinema, não sendo simplesmente necessário ser contra e permanecer no silêncio. Por outro lado, achei isto irrealista, porque não ter mostrado como é que o seu grupo de amigos reagia com este seu pensamento, foi um ponto que acho que seria bastante importante mostrar, para dar coragem a mais homens que nos dias de hoje ainda simplesmente permanecem no silêncio e não fazem nada.

A revolução levada a cabo por Vivian de forma anónima e escondida de todos, vem a tornar-se num êxito total, com bastante gente a aderir na escola e a mostrar que quando nos unimos conseguimos mudar as coisas. No entanto, mais uma vez, não acredito que na realidade as coisas fossem assim tão literais e fáceis. Por mais que tivesse existido ali algumas complicações, não fiquei convencido com a "simplicidade". Mesmo assim, acho que todo o filme foi feito no objetivo de demonstrar que quando existe uma injustiça, não devem ficar calados, mas sim levantar as vossas vozes e tentarem lutar pelo aquilo em que acreditamos.

O casal romântico da trama, a quem é dado vida por Vivian e Seth é uma história bonita de se ver, um pouco clichê, mas que chega para aquecer o nosso coração e nos mostrar aquele romance que que qualquer jovem espera de um filme para a sua idade.

Toda a produção do filme foi construída em redor da música Rebel Girl, da banda de punk rock, Bikini Kill, uma música que incentiva o Girl Power, e que acho que foi uma ótima escolha para Moxie, porque nos ajuda a emocionar e sentir que aquilo está mesmo a acontecer. Num pequeno comentário, acredito que no final do filme ela te fique na cabeça, pelo menos se fores fã do estilo de música como eu.

Numa nota geral a Moxie, achei que o trabalho desenvolvido por Amy Phoeler ficou aquém do que esperava, devendo ter sido mais explorada a história e possíveis problemas de se iniciar uma revolução na escola. Ainda assim acho que o filme fez um bom trabalho em explicar o que é o feminismo, e que uma opção agradável de se ver, e uma opção que todos deveriam ver pela sua lição de moral.

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