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Crítica: O Falcão e o Soldado de Inverno, uma série mais perto do normal

Diogo Fernandes, 24 de abril de 2021 15:35

O Falcão e o Soldado de Inverno é uma série que vale sem dúvida o tempo, com várias reviravoltas e personagens que deixam qualquer um viciado, numa aventura cheia de ação e ficção.

Após os acontecimentos de "Vingadores: Endgame", o Falcão, Sam Wilson e o Soldado de inverno, Bucky Barnes juntam-se numa aventura global que testa as suas capacidades e a sua paciência.

Quando se pensa que O Falcão e o Soldado de Inverno e WandaVision pertencem ao mesmo universo, isto nem parece real, já que a segunda é uma série muito mais profunda e num universo que parece completamente diferente com tudo o que se sente dentro da cabeça de Wanda.

Em O Falcão e o Soldado de Inverno sentimos que estamos perante uma série mais "normal" com os efeitos especiais todos no ponto e vários personagens conhecidos já do Universo Cinemático da Marvel, que fazem desta, uma das séries mais caras de sempre, com um custo aproximado de $ 150 milhões.

Por mais que esta seja considerada uma série de ação, aventura e por vezes até alguma comédia, esta torna-se ao longo dos episódios em muito mais que isto, numa história que nos fazem pensar na linha existente entre o bem e o mal, ou no que realmente faz de um herói, um herói.

A história começa num primeiro episódio, em que o único objetivo é dar contexto e apresentar-nos as vidas de Sam Wilson e Bucky Barnes e as suas diferenças, um episódio que acho que foi bastante necessário para percebermos em que ponto se encontravam os nossos protagonistas.

A partir daqui foi sempre a evoluir a série, onde todos os momentos mais "aborrecidos" foram deixados para trás e começamos a conhecer a história da antagonista, Karly (Erin Kellyman) e a sua vontade de mudar o mundo e acabar com as desigualdades e injustiças.

Para Karly, a forma de corrigir as injustiças passam pela violência, já tendo sido dadas imensas oportunidades aos líderes de poder para poderem mudar o mundo e estes não "fazerem nada".

No lado de Falcão, Sam Wilson e o Soldado de inverno, Bucky Barnes, estes como super-heróis defendem um método mais pacífico e que a violência não pode ser a solução para nenhum problema, por mais que possam concordar que o mundo precisa de mudança.

Ao longo da série, após Sam Wilson ter rejeitado o papel de Capitão América, este é dado a um veterano de guerra, John Walker, que se sente logo desde início que não é a pessoa ideal através de algumas ações feitas por ele. Estas ações, e de modo a não dar muito spoiler, vão levá-lo a fazer ações incorretas e que o vão levar a bater no fundo. No último episódio, existe um momento em que se vê Walker a tentar redimir-se, mas será que é o suficiente para o ver do lado dos super-heróis?

Um ponto que também achei interessante na série foi a entrada de Zemo, soldados Wakanda e Agente Carter, já conhecidos do Universo Cinemático da Marvel, onde ambos tiveram uma entrada não se sentiu forçada, e onde pareceu tudo fazer sentido e que se encaixou de forma ideal na série. Estas introduções acho que é algo que deve continuar em todas as séries da Marvel, já que é algo que nós fãs adoramos ver e falar de forma ainda mais entusiasmada quando se trata de um herói com quem simpatizamos muito.

O final da série foi um final esperado, não querendo dizer com isto que foi um mau fim, quase até pelo contrário, já que temos um último episódio com mais de trinta minutos de ação e muitos momentos altos, com o alto orçamento a ser bem aplicado. Numa série que acho que todos deviam ver pelo que realmente defende, o discurso de Sam Wilson nos últimos minutos é um texto de reflexão que muitos de nós devíamos ponderar em relação a muitas coisas na vida, onde acho que a parte mais importante que se pode retirar é que é, quando há vontade tudo se consegue.

Um último comentário que tenho a fazer é sobre Isaiah Bradley, que pode achei ter uma representação inicial muito boa, onde se vê uma pessoa muito conturbada que passou mesmo por muito, onde só quem passa por algo semelhante é que pode saber exatamente o significado da palavra injustiça. Já a sua evolução ao longo dos episódios não achei a melhor por ter sido muito repentina, mas compreendo que tenha sido essencial para o último momento com o artista.

O Falcão e o Soldado de Inverno é sem dúvida uma das melhores séries que já vi durante este ano e que acho que todos deveriam ver, sendo ou não fãs da Marvel, já que para além de uma série cheia de ação e com uma boa história, dá para se retirar uma ótima lição de moral.

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