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Crítica: Raya e o Último Dragão acerta na beleza e na inclusão

Um filme com mensagem importante sobre o mundo em que vivemos

Diogo Fernandes, 6 de março de 2021 18:24

Comédia, criaturas adoráveis, amizade e uma boa lição de moral são alguns dos temas chave de Raya e o Último Dragão, o que leva este filme da animação da Walt Disney Animation Studios, a ser uma aposta que vai agradar certamente qualquer fã da empresa.

Nesta história conhecemos o reino encantado Kumandra, dividido em cinco regiões, com uma população que por muitos anos venerou os dragões mágicos, porém quando uma força maligna ameaçou a Terra, os dragões sacrificaram-se para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, encontrar o lendário e o último dragão para restaurar a terra fraturada e dividida pelo seu povo.

[ATENÇÃO A POSSÍVEL SPOILER]

A história do filme em si não achei nada do outro mundo nem que se destacasse, até porque o que não faltam por esse mundo fora, são filmes que seguem a vida de uma/um jovem que está destinado a salvar o mundo, no entanto acho que Raya e o Último Dragão é um filme que tem muito mais para oferecer do que a sua história.

Um dos pontos que primeiro se destaca ao longo do filme é a inclusão, onde se vê que a personagem principal, Raya, junta as mais diferentes pessoas consigo, como um bebé que se junta a ela após a trair para a roubar e o mais valente rufia que podes imaginar. As mulheres também são o centro desta aventura mostrando que na Disney não existe preconceito, mas sim o oposto.

De forma complemente temos uma lição de moral bastante profunda, a confiança! Não acho que chegue ao nível do que aconteceu com Soul, da Pixar, mas que nos deixa igualmente a pensar no mundo em que vivemos, numa época em que as pessoas estão cada vez mais egoístas e com menos compaixão uns pelos outros. Neste ponto acho que Raya e o Último Dragão acertou na fórmula, ao fazer um filme, em que de uma forma credível e lógica, no final é preciso que confiem uns nos outros para que, incluído nos inimigos para que se salve o mundo.

Com cores vivas, cenários inacreditáveis, e uma banda sonora alegre, acho que se complementa exatamente na história do filme, que nos prende do início ao fim no sim, com aquele quentinho no coração numa história que se deseja que nunca mais acabe e se quer entrar nela.

Mais uma vez, posso afirmar com clareza, que mesmo sendo um filme para maiores de 6 anos, eu com 24 anos não achei que tivesse perante um filme infantil. Para além da Disney, das poucas empresas que vi a conseguir fazer esta fórmula de forma perfeita foi a DreamWorks, com filmes como Abominável, sendo este apena um exemplo.

Raya e o Último Dragão é um filme que valeu sem dúvida o meu tempo, e tenho a certeza que vier a sair nos cinemas por cá, lá estarei para rever esta que considero uma aventura maravilhosa.

Neste momento o filme apenas se encontra disponível no Disney+, e pode ser adquirido por 21,99 € por conta.


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Disney Crítica

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