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Crítica: Odeio-te e Amo-te, um romance que tenta ser diferente

Uma crítica a Odeio-te e Amo-te é dizer que é um filme que tenta apostar na diferença!

Diogo Fernandes, 7 de janeiro de 2022 00:52

Odeio-te e Amo-te é um filme que tenta apostar na diferença, mas que no final acaba por ser mais do mesmo. Não que isto seja mau, porque eu adoro ver este tipo de filme, ainda assim acredito poderia ter sido feito mais para quem procura uma história com algo único.

Como uma comédia romântica, a existência de um casal é essencial. Neste caso, é nos apresentado Lucy Hutton interpretada por Lucy Hale e Joshua Templeman interpretado por Austin Stowell. A característica mais semelhante em ambos é o empenho que têm no seu local de trabalho. À exceção disto, as divergências começam e parecem nunca mais terminar. Por exemplo, Lucy é uma pessoa divertida, que adora os Smurfs e que parece não ser a pessoa mais preocupada com a organização. Pelo contrário, Joshua é uma pessoa que parece um autêntico robô, vestindo o mesmo todas as semanas, nunca mostrando um simples sorriso (segundo a descrição de Lucy), e tudo para ele tem de estar perfeito e bem organizado. Ah e ainda tem um olhar misterioso que não o deixa ser fácil de ler.

Se penso que uma relação assim poderia funcionar a longo prazo? Bem, a resposta é não. Por mais que os opostos se atraiam, penso que existem limites. Continuando na história...

Nesta história, os dois protagonistas, passam a ser obrigados a conviver quando são colocados a trabalhar diariamente em frente um ao outro. Aqui é que começa a história real do filme, que vai diretamente ao encontro do nome do filme "Odeio-te e Amo-te". Isto é, estes dois vivem constantemente a picarem-se, no que parece uma disputa saudável, enquanto vemos a existência de uma certa química que os liga.

Um dia, quando lhes é dito que vai abrir uma vaga bastante importante na empresa, ambos vão fazer de tudo para a conseguirem. A questão é, será que os sentimentos ocultos os vão deixar disputar a vaga em condições?

Esta disputa vai mostrar-lhes que entre eles existe uma tenção muito para além da "amizade", e vai iniciar-se toda uma jornada que mistura romance com drama.

Chegando ao final do filme, não diria que foi esperado, já que quase até ao último momento fiquei a pensar quem é que iria ceder para que o outro fosse ficar com a vaga. Ou se acabavam os dois a prescindir da vaga, que também pensei que fosse uma possibilidade.

Para além deste ponto, as minhas críticas menos positivas ao filme são várias, começando pelo facto de por diversas vezes se falar que iriam existir imensos candidatos à vaga "super importante", no entanto, acabamos por ver uma disputa apenas entre os nossos dois protagonistas, ao ponto que parece que quase que parece que eles nunca chegaram a pensar na possibilidade de concorrência.

Outro problema no guião foi, será que Lucy não tem amigos? É verdade que nos é dado a entender que ela é uma pessoa mais focada na carreira do que propriamente na vida social. Ainda assim, é estranho que o único que vemos na sua vida é um rapaz colocado na friendzone.

Um terceiro problema que encontrei, é que parece que os dramas nunca chegam a ser bem dramas, já que são sempre resolvidos em poucos minutos de cena. Esta falta de desenvolvimento, acabam por não envolver o expetador a nível emocional tanto quanto se deseja num filme do género.

Em relação ao título da crítica, quando digo que este é um filme que se tenta diferenciar, é porque foi exatamente o que senti. Toda a forma como os nossos personagens se conhecem e forma de como o seu romance acontece, acredito mesmo que foi tudo pensado que houvesse algum ponto de diferenciação em relação a tudo o que já existe. No entanto, penso que esta missão não foi bem-sucedida, visto que podíamos ter tido reviravoltas mais impactantes e uma história mais profunda.

Não poderia acabar a minha opinião sem falar dos protagonistas, que numa descrição curta, gostei principalmente do papel de Lucy Hale, que nos traz uma personagem bem construída e nos deixa a sonhar conhecê-la na vida real.

Ainda assim considero que Odeio-te e Amo-te é uma ótima opção para ver no cinema ou numa sessão à noite em casa com o par romântico. Pois, este entrega tudo aquilo que se espera de uma comédia romântica, com um final feliz que dá para aquecer o coração.


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