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Documentário "20 Days in Mariupol" sobre guerra na Ucrânia ganha novo Trailer

Temos o primeiro olhar sobre 20 Days in Mariupol (20 Dias em Mariupol), o filme premiado que documenta o brutal ataque da Rússia à cidade portuária ucraniana.

O jornalista, fotógrafo e romancista ucraniano Mstyslav Chernov dirigiu o filme, que ganhou o prémio do público para o documentário de cinema mundial no Festival de Cinema de Sundance. No início deste mês, 20 Days in Mariupol foi nomeado Melhor Filme na secção Documentário/Ucrânia do Festival de Cinema de Direitos Humanos Docudays UA em Kiev. Também ganhou o prémio do público no Docudays.

Chernov, trabalhador para a AP com a produtora de campo Vasilisa Stepanenko e o fotógrafo Evgeniy Maloletka, entrou em Mariupol horas antes da invasão da Ucrânia pela Rússia no dia 24 de fevereiro de 2022. Ele capturou imagens chocantes de tropas russas a atacar civis, matar crianças, idosos e milhares de outras pessoas. Entre as atrocidades estava o bombardeamento russo de um hospital materno.

“O cerco a Mariupol durou 86 dias”, disse Chernov ao Deadline em Sundance. “Estes [primeiros] 20 dias são muito simbólicos. Mariupol como cidade é muito simbólica — é muito simbólica para a Rússia e era importante estrategicamente para a Rússia tomar. E é simbólica para a Ucrânia porque é um símbolo de resistência. A cidade resistiu por 86 dias sem ajuda, e uma estimativa de 25.000 pessoas morreram, mas o número pode ser maior.”

Pelo seu trabalho documentando o cerco de Mariupol, Chernov, Stepanenko, Maloletka e Lori Hinnant ganharam o Prémio Pulitzer de Serviço Público.

20 Days in Mariupol estreou inicialmente no Sundance Film Festival 2023, e vai começar a ser distríbuido pelo mundo nos próximos meses. Sabemos, por exemplo, que no dia 14 de julho vai estrear no Film Forum em Nova York. Uma semana depois, o filme abre no Laemmle Monica em Santa Mónica, Califórnia, e no Roxie em São Francisco. Em não se sabe quando vai chegar à Europa.

O filme mostra o desafio que Chernov enfrentou ao tentar fazer o upload das filmagens e fotos que ele e os seus colegas estavam a gravar, para que o mundo visse o que o presidente russo Vladimir Putin tinha causado. Às vezes, ele podia usar um telefone via satélite; outras vezes, um oficial militar ucraniano guiava-o para um dos poucos lugares em Mariupol ainda com conexão à internet – uma pequena ilha dentro da zona morta de WiFi da cidade.

“Durante o cerco, só conseguimos enviar uma fração muito pequena do que filmei. Sim, essas foram as imagens mais importantes. Mas normalmente, o público internacional vê essas imagens por um breve momento, por 30 segundos ou um minuto [como parte de uma notícia]”, disse Chernov ao Deadline. “Portanto, não há como eles saberem mais ou aprofundarem. E este filme é uma tentativa de dar mais contexto não apenas ao trabalho dos jornalistas, mas principalmente às histórias dessas pessoas.”

Vê agora o Trailer abaixo.



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